O CONTRASTE

Há muitos anos atrás eu tinha como “hobby” – uma atividade extra apenas para relaxar ou se divertir – a pintura óleo sobre telas. Nessa época eu aprendi que os contrastes eram importantes para dar uma expressão mais próxima da realidade à minha obra de arte. Luz e sombra definem as formas e dão uma visão de profundidade.

A vida é cheia de contrastes e o que mais fere a natureza é queremos que todos tenham a mesma forma. Já dizia alguém, o que seria do AZUL se tudo fosse VERMELHO? Ou como lemos na Bíblia, onde estaria a mão se todo o corpo fosse olho? Mesmo quando vemos pessoas tão diferentes de nós, podem ter certeza que para elas nós é quem somos diferentes.

Penso que não exista maior contraste do que o Reino das Trevas com o Reino da Luz. Tudo o que há num, no outro é o oposto ou contrastante. A começar de quem reina em cada um deles. A linguagem, os propósitos, a economia, o estilo de vida, os conceitos humanos e divinos, o passado e o futuro para cada um são 100% opostos.

O apóstolo Paulo ao escrever uma carta à igreja que estava em Roma suplicava aos irmãos que apresentassem os corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é um culto racional, ou seja, voluntário, consciente, e de boa vontade. Mas advertia aqueles irmãos a não tomarem a “forma” do mundo, mas que buscassem a forma de Deus, através da renovação da mente. Só assim eles poderiam experimentar qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Essas palavras estão registradas na carta aos Romanos, capítiulo 12, versículos 1 e 2.

O contraste que existe entre os que fazem a vontade de Deus dos que fazem a própria vontade está mesclado no mundo religioso. Penso que seria melhor dizer que esse contraste não é notado há muito tempo e, infelizmente, a culpa é da própria igreja. Já não se nota a diferença entre um crente de um incrédulo. Num mesmo ambiente convivem um defensor da verdade com um mentiroso, e ambos se chamam de irmãos.

E o mais gritante é que o MUNDO, não vê essa diferença. Aliás, o que se vê é uma igualdade, e uma frase quase que aceita por todos, “ninguém é perfeito”. Ao contraste do que a palavra de Deus diz: “Sêde Perfeitos”.

Há alguns dias atrás pensava nas palavras que Jesus dissera aos seus discípulos, “quando vir o filho do homem, achará porventura fé na terra?”. Vindo de Jesus, essa dúvida pode ser vista como um alerta. Vivemos dias em que a fé tornou-se um chavão evengélico. Aliás, “fé na fé” é o que mais se vê por aí. É comum ouvirmos a expressão, “tenha fé”, mas não “tenha fé em Deus”. Também é comum ouvirmos pessoas darem o crédito a Deus por coisas que Ele nem mesmo fora consultado. Me  vem à mente agora mesmo um episódio de um determinado “irmão” que vindo aos Estados Unidos teve que mentir na Imigração dizendo que vinha para fazer turísmo, mas que na verdade veio com a intenção de ficar por aqui definitivamente. Se ele falasse a verdade, não lhe permitiriam entrar. E, assim que passou, ligou para alguns amigos que o esperavam no aeroporto e disse: “Graças a Deus consegui passar…” Não é incrível?

A banalização da fé, faz com que o evangelho seja apenas uma referência, não uma direção. O mais incrível é que isso ocorre em todas as esferas da vida humana. Porém, se observarmos bem, a MENTIRA é o padrão e essa é a base do reino das trevas. Se, para receber uma “benção” ela vem com a marca da mentira, podem ter certeza absoluta, Deus não tem nada a ver com isso, apesar de parecer uma grande benção. A maldição está instalada e é uma corrente que só a VERDADE pode arrebentá-la.

Uma outra palavra de Jesus, “seja o teu falar, sim-sim, não-não… o que passar disso vem do malígno”. Não precisamos ir muito longe para ver que existe um problema sério com essa prática, não é mesmo?

 

 

 

 

 

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