FALTAM PROFETAS NA TERRA

“Onde não há profecia o povo se corrompe” – Provérbios 29:18 (a)

O “Falso Profeta”

Basta alguém se apresentar com uma visão diferente de como fazer a “obra” de Deus, logo aparecem os admiradores e discípulos, assim como os críticos e os adversários. E, uma das declarações mais comuns dos contrários é dizer que aquela pessoa é um “falso profeta”.

Já para os admiradores é um prato cheio para as comparações, quer sejam com seus líderes, quer sejam consigo mesmos. A verdade é que esse “falso profeta” para os admiradores, é um “enviado” de Deus para chacoalhar as estruturas da igreja ou congregação.

Numa época em que a ênfase é para os chamados apóstolos e Pastorers, o PROFETA – (Poucos sabem definir o que é um profeta…) – é alguém em extinsão. Já para uma grande parte dos chamados pentencostais, “profeta” é qualquer um que “profetiza” – ou seja, que revela coisas ocultas ou fazem previsões. Na maioria das vezes essas previsões são catastróficas.

Chamar alguém de “falso profeta” só porque ele esteja falando o que a maioria não fala, ou fazendo o que a maioria não faz, é no mínimo um atestado de orgulho embutido. Sabem por quê? Porque normalmente pessoas que se destacam vão no sentido oposto da multidão. Eles chocam com seus novos conceitos, ou nos envergonham expondo os conceitos que nós mesmos temos, porém somente na teoria. Daí, para não dar o braço a torcer, criticamos.

Pense comigo!

Um “falso profeta” normalmente é um solitário, ou seja, não está debaixo de nenhuma autoridade, quer pessoal, quer eclesiástica. São lobos solitários. Ninguém conhece sua vida pessoal.

Uma outra característica de um “falso Profeta” é a sua capacidade de ser “politicamente correto”. Ele agrada os que estão à sua volta. Ele é simpático, amoroso e aparentemente compreensívo. Porém, sempre haverá um “porém” nas suas profecias. Quase sempre o oposto do que você crê.

Um “Falso Profeta” não promete nada, apenas trabalha nas falhas dos sistemas. Normalmente ele se apresenta como o “salvador da pátria”, trazendo soluções imediatistas. Não tem projeto a longo prazo, mesmo porque ele precisa da audiência, aqui-e-agora.

Um falso profeta trabalha em cima de um tema, não com um projeto. Ele enfatiza a falha, não o contexto. Geralmente o “falso profeta” generalisa, ou seja, engloba todos debaixo de seu ponto de vista. Ninguém é excluído.

Um “Falso Profeta” atua em base emocional. Ele usa a carência afetiva, a ausência de decisões imediatas e foge de temas polêmicos. Simplesmente mexe com o sentimento e as emoções. As lágrimas, os sorrisos e o extase fazem parte do seu show.

Um “falso Profeta” tem um objetivo, manter-se no pedestral, no foco das luzes e faz questão de deixar registrado seus feitos. Ele não passa por desapercebido, nunca! Ele precisa de fatos para justificar seus atos.

Um “falso profeta” nem sempre fala loucuras, muitas vezes é coerente, convincente e lógico. Mas o resultado é sempre uma reação emocional dos seus ouvintes.  Ele é como um vendedor que precisa arrancar a assinatura do cliente antes que o cliente vá pra casa pensar e questionar. Uma vez que arrancou a assinatura, recebeu o primeiro pagamento, o resto é apenas procedimento.

Um “falso Profeta” é falso! Não é autêntico, verdadeiro e duradouro.

O Profeta

Em primeiro lugar você não vai encontrar um PROFETA ocupando uma posição de PROFETA. Seria um absurdo você chamar alguém de Profeta João, Profeta Pedro, Profeta Mário. Assim como é absurdo chamar alghuém de Pastor João,  pastor Pedro, Pastor Mário. E mais absurdo ainda chamar alguém de Apóstolo João, Apóstolo Pedro, Apóstolo Mário.

O profeta é alguém sim, com uma graça especial que aponta o futuro e clarifica a visão. É alguém com uma clareza muito grande da Vontade de Deus para uma pessoa, para uma igreja ou para uma nação. E, diferentemente do que muitos imaginam, ele não necessita falar em “linguas extranhas”  para então trazer uma profecia. Nem mesmo ele precisa mudar o tom da voz, ou assumir uma postura angelical. Ele é uma pessoa normal, como qualquer outra, porém, quando ele traz algo da parte de Deus, repito, da parte de Deus, sua palavra esclarece, trás revelação, entendimento, tira dúvidas e aponta o caminho. São homens cheios de vida santa. Normalmente nunca estão sob holofotes ou em evidências. São silenciosos, porém enfáticos. Humildes, porém firmes. Suas palavras, quase sempre, confrontam o pecado, a independência e a preponderância. Ele não precisa de efeitos especiais.

O profeta tem, além do dom que lhe dado por Deus, uma vida exemplar. Soma-se aí, os frutos de seu ministério. Seu ministério nem sempre tem a ver com suas profecias, mas por pessoas transformadas através de sua vida.

O forte na vida de um Profeta é a sua profecia. Uma vez dada a palavra, ele sabe que essa profecia pode não se cumprir durante a sua existência. Ele não é imediatista, ele é apenas um canal. Talvez seja um profeta de uma só profecia!

Há profetas na igreja hoje em dia? Com certeza que sim. Onde eles estão? Eu não sei, mas conheço pessoas cuja vida, mensagem e frutos, não me deixam dúvidas de que sejam um deles. Descobrir os profetas pode nos ajudar a evitar seguir os “falsos Profetas”.

A corrupção no meio da igreja é por falta de homens e mulheres profetas. Como lemos nos provérbios, “sem profecia o povo se corrompe”,

Corrupção é a inversão de valores. É uma troca de princípios. É chamar o bom de ruím e o ruím de bom. O que Deus sempre chamou de pecado, continua sendo pecado. O que Deus chamou de santidade continua sendo santidade. O que Deus sempre chamos de homem, continua sendo homem. O que Deus sempre chamou de mulher continua sendo mulher. O que Deus chamou de casamento continua sendo casamento. O que Deus sempre chamou de família continua sendo família. E o que Deus sempre chamou de Igreja, continua sendo igreja.

O profeta é alguém que mantêm a visão do que Deus diz e quer, e continua nos lembrando essas verdades.

Não nos esqueçamos: “Jesus Cristo continua sendo o mesmo de ontém, hoje e será o mesmo de hoje amanhã”.

Que se manifestem os profetas, porque estamos reados de muitos “falsos-profetas.

 

Roberto Carlos Fernandes

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