Antes de entrar nesse tema específico, é preciso contextualizá-lo na história da humanidade. É preciso situar o homem em sua trajetória no mundo. Quando digo “homem” me refiro à humanidade, o gênero humano, homem e mulher, a natureza humana. Temos que voltar às bases da criação, ou mesmo antes dela. Se não fizermos isso, não teremos o link, ou seja, a conecção entre o passado e o futuro. Tudo é muito simples se for visto com olhares simples também.

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Introdução

Sou do tempo em que, quem não era católico era protestante. Logo em seguida, os protestantes passaram a ser denominados “crentes”. Hoje,  maioria dos “crentes” gostam de ser chamados de evangélicos. Como diz um pastor amigo meu, “nós nascemos depois da confusão”, fazendo referência às múltiplas facções, divisões, partidos, separações, brigas e competição entre os “religiosos”. E tudo em nome de Deus.

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Certa vez Jesus disse aos fariseus, “errais não conhecendo as escrituras, nem o poder de Deus”. Todos cometem erros. Muitos desses erros são frutos de tentativas para acertar. A isso chamo de progresso. Através de vários erros, vamos aperfeiçoando o que fazemos até o dia em que, finalmente, acertamos! Esses erros são inevitáveis e importantes.

Porém, há determinados erros que poderiam ser evitados se não houvesse negligência. Há, entretanto, erros oriundos de informações erradas, mentiras e má comunicação.

Você já deve ter ouvido expressões do tipo, “peça à mãe que o filho atende”, uma alusão a que se reze a Maria e que essa interceda por nós com Jesus. Uma frase feita em cima de uma crendice religiosa. E criticamos os católicos por isso,     quando na verdade há uma expressão tão ou pior que essa e que mascara a vida pecaminosa de muitas pessoas. Trata-se da frase: “DEUS ODEIA O PECADO, MAS AMA O PECADOR”.

Em primeiro lugar essa frase é mentirosa. Isso não é verdade, principalmente quando ela é usada para justificar a vida pecaminosa de alguém. Essa é uma frase forjada no meio humanista e usada na psicologia popular. Não tenho dúvidas de que há uma ação demoníaca atrás dessa frase, com o fim de enganar, sofismar e enrredar os crédulos. Você não encontra essa frase em nenhum lugar da Bíblia, tal como ela é feita e apregoada.

Os que defendem essa “mentira” normalmente o fazem com sinceridade. Eles creem nisso com certeza. Isso porque lhes ensinaram, repetiram, catequizaram e por fim, uma mentira repetida tantas vezes e por pessoas tão sinceras, passou a ser recebida como verdade, sem nunca ser questionada. A idéia de um Deus amoroso, romantiza a mente de alguns que não sabem discernir quando algo mal lhes foi empurrado guela abaixo.

As mentiras evangélicas nascem sobretudo dos que detêm o respeito das massas, ou seja, a multidão que idolatra certos líderes, pastores, bispos e apóstolos modernos. O que eles dizem, nunca é questionado com base na Palavra de Deus. Trocam a Bíblia Sagrada pela interpretação tendenciosa de alguns bem “mau” intencionados líderes.

Recentemente perguntei a um querido irmão e amigo que, sinceramente, defendia essa frase: “Quem por fim vai ser mandado para o inferno, a MENTIRA ou os MENTIROSOS”. Ele me respondeu rapidamente, os mentirosos! Eu poderia dizer assim: “Deus, que odeia o pecado, vai mandar para o inferno um mentiroso que Ele ama. Assim como odeia o adultério, mas vai mandar para o inferno os adulteros que Ele ama”. E assim por diante!

Errais, não conhecendo as escrituras! Vamos àlguns textos.

“O SENHOR prova o justo; porém ao ímpio e ao que ama a violência ODEIA a sua alma.” (Salmos 11:5)

“Estas seis coisas o SENHOR ODEIA, e a sétima a sua alma ABOMINA: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, o coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.” (Provérbios 6:16-19)

“Os loucos não pararão à tua vista; ODEIAS (Deus Odeia) a todos os que praticam a maldade.” (Salmos 5:5)

“Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. Amaste a justiça e ODIASTE a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu Com óleo de alegria mais do que a teus companheiros.” (Hebreus 1:8-9)

“Como está escrito: Amei a Jacó, e ODIEI a Esaú.” (Romanos 9:13)

É um engano pensar que Deus vai anular tudo o que afirmou a respeito do pecado e do pecador. A verdade é que Deus abomina o pecador. O pecador não subsiste diante de Deus. O pecador, não é alguém que peca, mas alguém cuja natureza é contrária a tudo o que Deus criara. O homem natural está completamente estragado para o propósito pelo qual Deus criou o criou. A velha natureza, o velho homem, não serve mais para o que Deus queria desde antes da fundação do mundo. Todo ser humano, nascido à semelhança do homem caído, não serve para o propósito de Deus. Todos se fizeram inúteis!

Entretanto, Deus ama! Deus é amor! Deus prova o Seu amor para conosco pelo fato de ter enviado a Jesus para morrer em nosso lugar, sendo nós ainda pecadores! Contradição, não! Deus ainda odeia o pecador e o enviará ao inferno, a menos que ele aceite as condições que Deus determinou para a sua salvação. Essas condições são a prova desse amor de Deus por nós. A justiça de Deus exige que punição e morte. O amor de Deus é oferecido a todos AQUELES que voluntáriamente aceitem essas condições.

Esse mesmo amigo meu citou o texto de João 3:16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que Deus seu filho unigênito, para que TODO AQUELE QUE NELE CRÊ não pereça mas tenha a vida eterna”. O amor de Deus é para todos aqueles que ne crer.

As condições são oferecidas em base de escolha. Arrependimento e fé. Arrependimento é uma mudança radical de atitude. É uma decisão voluntária de abrir mão de todos os seus direitos pessoais. Fé é a aceitação radical de um governo sobre a vida de alguém. É uma decisão voluntária de abrir aceitar o governo de Deus sobre sua vida. Sem isso, o amor de Deus não tem efeito nenhum, absolutamente!

Sugiro a leitura de outros textos na mesma linha de pensamento: O evangelho Maldito e Texto Fora de Contexto é Pretexto