Certa vez Jesus disse aos fariseus, “errais não conhecendo as escrituras, nem o poder de Deus”. Todos cometem erros. Muitos desses erros são frutos de tentativas para acertar. A isso chamo de progresso. Através de vários erros, vamos aperfeiçoando o que fazemos até o dia em que, finalmente, acertamos! Esses erros são inevitáveis e importantes.

Porém, há determinados erros que poderiam ser evitados se não houvesse negligência. Há, entretanto, erros oriundos de informações erradas, mentiras e má comunicação.

Você já deve ter ouvido expressões do tipo, “peça à mãe que o filho atende”, uma alusão a que se reze a Maria e que essa interceda por nós com Jesus. Uma frase feita em cima de uma crendice religiosa. E criticamos os católicos por isso,     quando na verdade há uma expressão tão ou pior que essa e que mascara a vida pecaminosa de muitas pessoas. Trata-se da frase: “DEUS ODEIA O PECADO, MAS AMA O PECADOR”.

Em primeiro lugar essa frase é mentirosa. Isso não é verdade, principalmente quando ela é usada para justificar a vida pecaminosa de alguém. Essa é uma frase forjada no meio humanista e usada na psicologia popular. Não tenho dúvidas de que há uma ação demoníaca atrás dessa frase, com o fim de enganar, sofismar e enrredar os crédulos. Você não encontra essa frase em nenhum lugar da Bíblia, tal como ela é feita e apregoada.

Os que defendem essa “mentira” normalmente o fazem com sinceridade. Eles creem nisso com certeza. Isso porque lhes ensinaram, repetiram, catequizaram e por fim, uma mentira repetida tantas vezes e por pessoas tão sinceras, passou a ser recebida como verdade, sem nunca ser questionada. A idéia de um Deus amoroso, romantiza a mente de alguns que não sabem discernir quando algo mal lhes foi empurrado guela abaixo.

As mentiras evangélicas nascem sobretudo dos que detêm o respeito das massas, ou seja, a multidão que idolatra certos líderes, pastores, bispos e apóstolos modernos. O que eles dizem, nunca é questionado com base na Palavra de Deus. Trocam a Bíblia Sagrada pela interpretação tendenciosa de alguns bem “mau” intencionados líderes.

Recentemente perguntei a um querido irmão e amigo que, sinceramente, defendia essa frase: “Quem por fim vai ser mandado para o inferno, a MENTIRA ou os MENTIROSOS”. Ele me respondeu rapidamente, os mentirosos! Eu poderia dizer assim: “Deus, que odeia o pecado, vai mandar para o inferno um mentiroso que Ele ama. Assim como odeia o adultério, mas vai mandar para o inferno os adulteros que Ele ama”. E assim por diante!

Errais, não conhecendo as escrituras! Vamos àlguns textos.

“O SENHOR prova o justo; porém ao ímpio e ao que ama a violência ODEIA a sua alma.” (Salmos 11:5)

“Estas seis coisas o SENHOR ODEIA, e a sétima a sua alma ABOMINA: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, o coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.” (Provérbios 6:16-19)

“Os loucos não pararão à tua vista; ODEIAS (Deus Odeia) a todos os que praticam a maldade.” (Salmos 5:5)

“Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. Amaste a justiça e ODIASTE a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu Com óleo de alegria mais do que a teus companheiros.” (Hebreus 1:8-9)

“Como está escrito: Amei a Jacó, e ODIEI a Esaú.” (Romanos 9:13)

É um engano pensar que Deus vai anular tudo o que afirmou a respeito do pecado e do pecador. A verdade é que Deus abomina o pecador. O pecador não subsiste diante de Deus. O pecador, não é alguém que peca, mas alguém cuja natureza é contrária a tudo o que Deus criara. O homem natural está completamente estragado para o propósito pelo qual Deus criou o criou. A velha natureza, o velho homem, não serve mais para o que Deus queria desde antes da fundação do mundo. Todo ser humano, nascido à semelhança do homem caído, não serve para o propósito de Deus. Todos se fizeram inúteis!

Entretanto, Deus ama! Deus é amor! Deus prova o Seu amor para conosco pelo fato de ter enviado a Jesus para morrer em nosso lugar, sendo nós ainda pecadores! Contradição, não! Deus ainda odeia o pecador e o enviará ao inferno, a menos que ele aceite as condições que Deus determinou para a sua salvação. Essas condições são a prova desse amor de Deus por nós. A justiça de Deus exige que punição e morte. O amor de Deus é oferecido a todos AQUELES que voluntáriamente aceitem essas condições.

Esse mesmo amigo meu citou o texto de João 3:16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que Deus seu filho unigênito, para que TODO AQUELE QUE NELE CRÊ não pereça mas tenha a vida eterna”. O amor de Deus é para todos aqueles que ne crer.

As condições são oferecidas em base de escolha. Arrependimento e fé. Arrependimento é uma mudança radical de atitude. É uma decisão voluntária de abrir mão de todos os seus direitos pessoais. Fé é a aceitação radical de um governo sobre a vida de alguém. É uma decisão voluntária de abrir aceitar o governo de Deus sobre sua vida. Sem isso, o amor de Deus não tem efeito nenhum, absolutamente!

Sugiro a leitura de outros textos na mesma linha de pensamento: O evangelho Maldito e Texto Fora de Contexto é Pretexto

Você já deve ter ouvido a expressão “tudo o que é demais sobra”. Pois bem, mas isso nem sempre é observado no nosso dia-a-dia. Os excessos, exageros e extravagâncias geralmente produzem mais malefícios do que benefícios. Comer demais, obesidade. Trabalhar demais, canseira e enfado. Gastar demais, bolso vazio. E assim por diante. Cada um de nós poderia dar centenas de exemplos dos resultados obtidos com a falta de equilibrio. Esse é o nosso tema nesta edição.Continue reading

Introdução:

Você já deve ter sentido saudades de pessoas a quem você não vê há muito tempo. Eu já tive esse sentimento muitas vezes. Hoje, com a facilidade da internet, achamos que postar umas mensagens resolve o problema. Aliás, muitos já nem tem mais o sentimento de ausência ou de falta dessas amizades porque não têm mais tempo para pensar em pessoas especificamente. São tantos os “amigos” virtuais que não há mais espaço para verdadeiras intimidades dos verdadeiros e reais amigos. Sem falar que o próprio têrmo “AMIGO”  já não tem o mesmo valor de antigamente.

Lendo as cartas de Paulo – o apóstolo – algo me chamou a atenção.  “Por isso também eu, tendo ouvido falar da fé que há entre vós… NÃO CESSO DE DAR GRAÇAS POR VÓS, LEMBRANDO-ME DE VÓS NAS MINHAS ORAÇÕES” – (Ef 1:15,16); “Sempre dou graças a Deus por VÓS ” – (1 Co 1:4); “Primeiramente dou graças ao meu Deus… por TODOS VÓS… ele é testemunha de como INCESSANTEMENTE faço menção de vós em minhas orações” – (Rm 1:8-10); “Dou graças a Deus todas as vezes que me lembro de vós, fazendo sempre, EM TODAS AS MINHAS ORAÇÕES, suplicas por todos vós com ALEGRIA”- (Fp 1:3-4); “Graças damos a Deus… orando SEMPRE por vós”- (Cl 1-3); “SEMPRE damos graças a Deus por vós todos, fazendo menção de vós en nossas orações…” – 1 Ts 1:2-3);  “SEMPRE devemos irmãos, dar graças a Deus por vós, como é justo…”- (2 Ts 1-3); “Dou graças a Deus, a quem desde os meus antepassados sirvo com uma consciência pura, de que SEM CESSAR faço menção de tí em minhas súplicas de NOITE e de DIA”. – (2 tM 1:3); “SEMPRE dou graças ao meu Deus lembrando-me de ti nas minhas orações”. – (Fl 1:4).

Certamente esses textos são apenas um exemplo do valor de uma saudade. O valor de um amigo lembrado. Expressões do tipo, “sempre…, toda vez…, cada vez…”, mostram a importância que Paulo dava àqueles que faziam parte de sua Rede Social. A consciência de unidade, ou seja, saber que somos UM em Cristo e que, independentemente de onde estivermos, estaremos sempre unido Nele, por Ele e para Ele. Ser LEAL a essa relação é no mínimo dever de quem sabe o valor dessa unidade. E, por fim, o seno de responsabildiade por EDIFICAR aqueles que fazem parte dessa unidade. Basta um olhar cuidadoso nesses textos acima citados, para ver o grau de importância que Paulo dava a essa edificação. Os objetivos de suas orações. Os motivos que o levava a escrever para cada um deles. O trabalho árduo por apresentar cada um deles perfeitos no conhecimento de Cristo.

Quantos amigos verdadeiros eu tenho? Qual é o valor que dou a essas amizades? Qual a importância dessas pessoas na minha formação? Qual tem sido a minha influência em seu crescimento espiritual? Quanto tempo eu gasto orando e suplicando por eles? Quanto estou disposto a sofrer para ver todos eles perfeitos em Cristo?

Faço essas perguntas primeiramente para mim mesmo e, diante de Deus me pego em falha! Porém, também sinto-me impelido pelo Espírito Santo, não só a mudar meus valores quanto a isso, mas despertar o número cada vez maior daqueles que estão no meu círculo de amizade a que façam o mesmo.

Venha comigo nessa peregrinação!

Próximo Capítulo: UNIDADE – No Vínculo da Paz